A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus principais aliados provavelmente vão apoiar uma redução na produção de petróleo quando se reunirem no próximo mês em Viena, disse ontem o ministro do Petróleo de Omã, depois que a Arábia Saudita confirmou que reduzirá sua oferta de petróleo no mês que vem e a Rússia sinalizou que pode seguir o mesmo caminho.

O grupo vinha elevando a oferta desde maio em resposta à pressão dos EUA para que compensassem a queda na oferta da Venezuela e do Irã - este em virtude da retomada das sanções americanas. Porém, Washington decidiu conceder isenções temporárias a oito países - incluindo China, Índia e Japão - para que possam continuar a comprar petróleo iraniano. Isso resultou na queda nos preços internacionais do petróleo Brent, que caíram abaixo de US$ 70 por barril na sexta-feira, de preços acima de US$ 85 por barril em outubro.

"Existe um consenso de que haverá um excesso de oferta em 2019", disse o ministro do Petróleo de Omã, Mohammed bin Hamad al-Rumhy após a reunião da Comissão de Monitoramento Conjunto Ministerial em Abu Dhabi. Embora Omã não seja membro da Opep, o país participa das deliberações do grupo.

 

Antes, o ministro de petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, havia indicado que o reino estava pronto para cortar a produção, enquanto a Rússia deixou a porta aberta para a possibilidade.

A Arábia Saudita e a Rússia - dois dos maiores exportadores de petróleo do mundo - e mais alguns produtores se reuniram em Abu Dhabi para avaliar a necessidade de reduzir a oferta de 1 milhão de barris por dia em 2019.

Antes da reunião, al-Falih disse que o corte na produção saudita era iminente. "Os pedidos [dos clientes] para dezembro estão 500 mil barris por dia abaixo dos de novembro. Estamos vendo uma redução gradual."

Esperava-se que a Rússia, maior aliado externo da Opep, fosse se opor a uma redução na oferta, uma vez que suas empresas de petróleo estão investindo fortemente para aumentar a produção, em torno de 300 mil barris por dia.

Mas o ministro de Energia russo, Alexander Novak, não descartou um corte no próximo mês. Falando antes do encontro, Novak disse que estava "em teoria" aberto a cortes na produção de petróleo, se o grupo chegar a um consenso.

A coalizão de 25 produtores da Opep e de fora do grupo deve tomar uma decisão no próximo mês em Viena. Mas al-Falih disse que era cedo demais para dizer o que seria decidido na reunião. "Não temos problema em reduzir a oferta, mas apenas se for necessário", disse ele, acrescentando que o grupo precisa ter certeza de que "o excesso de oferta continuará em 2019".

O ministro saudita acrescentou que uma decisão coletiva sobre um corte permanece altamente incerta. "Francamente, estamos vendo alguns sinais de [um excesso persistente] dos EUA [mas] nós não vimos esses sinais globalmente", disse ele.

O forte aumento na produção de petróleo e gás de xisto nos EUA tem sido um desafio para a Opep e seus aliados. A produção dos EUA subiu na semana passada para um volume recorde de 11,6 milhões de barris por dia, enquanto os estoques comerciais americanos aumentaram em 5,8 milhões de barris, de acordo com o Departamento de Energia. Em outubro, a produção da Opep atingiu o nível mais alto desde 2016, enquanto a Rússia extraiu 11,4 milhões de barris por dia, novo recorde pós-soviético. (Com agências internacionais)

Fonte: Valor

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