O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, disse acreditar que os níveis dos reservatórios das hidrelétricas serão recuperados ao longo deste verão. Segundo ele, as "reviravoltas climáticas" registradas desde outubro trouxeram "boas notícias" para a composição dos reservatórios.

"A expectativa é ao longo do verão recuperar esse nível [dos reservatórios]", disse Barata em entrevista no Rio. A previsão do ONS é que todos os sistemas fechem dezembro com níveis superiores aos de fins de 2017. No Sudeste, a expectativa é que os reservatórios atinjam os 28,4% ao fim de dezembro, ante os 22,5% de 2017.

No Sul, os reservatórios atingirão 63% (versus 57% em dezembro de 2017), enquanto no Nordeste os níveis, podem subir de 12,8% para 42,4% e, no Norte, de 23,3% para 41,2%.

 

"O ano de 2018 foi difícil. A partir de fevereiro o comportamento climático foi muito desfavorável, principalmente em termos de precipitação. Pouca chuva. E a chuva que caiu não foi nos locais onde gostaríamos, para aumentar os níveis de reservatório. Passamos o período seco preocupados com o nível dos reservatórios, mas ao fim do ano tivemos boas notícias. O período chuvoso (outubro-abril) começou este ano em outubro, com chuvas no Sudeste e no Sul muito acima da média", afirmou.

Segundo ele, os níveis dos reservatórios fecharam o período seco, em novembro, com 24% de acumulação no Sudeste, ante os 18% registrados em igual período do ano passado. No Nordeste, a proporção foi 30% neste ano, contra os 5,5% de 2017.

Segundo ele, as condições do sistema elétrico são favoráveis, hoje, à manutenção da bandeira verde no mês de janeiro. Barata ressalvou que a definição da bandeira cabe à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas afirmou que, diante da melhoria das condições climáticas e aumento da capacidade de oferta de geração e transmissão, "muito provavelmente" a bandeira será verde no primeiro mês do ano.

Carga

De acordo com o ONS, a carga (consumo mais perdas) do sistema elétrico deve fechar o ano com alta de cerca de 1,5%, mesmo percentual de crescimento do ano passado. Questionado se o sistema está preparado para uma eventual aceleração do ritmo de crescimento do consumo nos próximos anos, Barata disse que a capacidade atual é suficiente para atender até a um aumento acima do esperado nos próximos dois anos.

O ONS toma como base o planejamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que projeta um crescimento médio do PIB de 2,7% ao ano entre 2019-2023. O órgão de pesquisa espera uma alta de 2,3% em 2019, 2,7% em 2020, 2,8% em 2021 e 2022 e 2,9% em 2023.

"Se tivermos uma antecipação do crescimento [do PIB] em um ou dois anos, ainda assim teremos condições de atender [à demanda]", disse. "Se isso acontecer, o plano de expansão [da geração] não será este [o atual], teremos que reforçar a expansão. Com três a quatro anos se constrói usinas, sobretudo eólica, solar e ampliação de biomassa", completou.

Fonte: Valor

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