A Petrobras anunciou nesta segunda (7) a destituição de Solange Guedes da diretoria de Exploração e Produção da companhia, para onde serão destinados quase 90% do orçamento previsto para os próximos cinco anos. 

É a quarta troca na cúpula da estatal desde a nomeação de Roberto Castello Branco à presidência por Jair Bolsonaro. Com a saída de Guedes, a empresa destituiu todos os executivos ainda remanescentes do governo Dilma Rousseff.

 

Antes dela, Castello Branco já havia substituído Hugo Repsold e Jorge Celestino, que foram nomeados em 2015 para compor a diretoria de Aldemir Bendine, nomeado por Dilma para substituir Graça Foster no comando da estatal.

Ex-presidente do Banco do Brasil, Bendine foi condenado em 2018 a 11 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Parte de sua diretoria foi mantida por Pedro Parente, que assumiu a presidência da Petrobras em 2016, nomeado por Michel Temer.

O novo diretor de Exploração e Produção será Carlos Alberto Pereira de Oliveira, há 38 anos na Petrobras, que liderou nos últimos anos a área de gestão de portfólio e parcerias da diretoria ocupada por Guedes.

Em nota, a Petrobras diz que o nome de Oliveira ainda será submetido aos comitês internos de governança corporativa e que a destituição de Guedes será oportunamente encaminhada ao conselho de administração.

"A Petrobras agradece a dedicação de Solange Guedes ao longo de seus 33 anos da área de Exploração e Produção da Petrobras e seu importante trabalho à frente dessa diretoria desde 2015", diz o comunicado.

A nomeação de Oliveira é mais um sinal de que a nova gestão da Petrobras deve acelerar desinvestimentos e parcerias com petroleiras privadas. Responsável pelas negociações de vendas de ativos durante o governo Temer, Anelise Quintão foi indicada diretora de Refino e Gás na última sexta (4).

Para o mercado, a condução de Quintão à área de Refino e Gás indica que a companhia focará seus desinvestimentos no chamado "downstream" —segmento que compreende a produção, o transporte e a venda de combustíveis.

Em sua primeira entrevista após a posse, o presidente da Petrobras evitou, porém, adiantar planos de sua gestão. Em discurso, ele defendeu maior competição nos segmentos de refino e gás natural. "Quanto maior a competição, o benefício se dá em favor do consumidor", afirmou.

Castello Branco já indicou também Rudimar Lorenzatto —outro funcionário de carreira— para a diretoria de Desenvolvimento da Produção e Tecnologia, e trouxe para a área de Estratégia Lauro Cotta, que fez carreira no setor privado, no segmento de distribuição de gás de cozinha.

Com as nomeações, apenas três representantes da diretoria anterior, todos nomeados por Parente ou seu sucessor, Ivan Monteiro, permanecem na empresa: Eberaldo de Almeida Neto (Assuntos Corporativos), Rafael Mendes Gomes (Governança e Conformidade) e Rafael Grisolia (Financeiro).

Castello Branco considera que a renovação da diretoria está concluída e manterá os três em seus cargos.

Fonte: Folha SP

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