O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, anunciou a concessão de três novas ferrovias, dando partida ao que chamou de “retomada do transporte ferroviário” no país. O comunicado foi feito em vídeo publicado em suas redes sociais.

Segundo ele, as iniciativas devem fazer com que a participação ferroviária na malha de transportes dobre até 2025.

Ferrovias respondem por cerca de 15% do escoamento da carga movimentada no país, segundo a EPL (Empresa de Planejamento em Logística). Rodovias respondem por 65%.

 

“O governo vai retomar o transporte ferroviário com um programa ambicioso, mas possível”, disse.

De acordo com Freitas, em março, será feita a licitação da Ferrovia Norte-Sul, para ligar Porto Nacional, em Tocantins, a Estrela d’Oeste, em São Paulo. A intenção é conectar o Porto Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos (SP).

Apesar do tom dado pelo ministro de que se trata de um anúncio do novo governo, o trâmite da concessão na Ferrovia Norte-Sul já estava avançado antes do início do governo de Jair Bolsonaro. No fim do ano passado, a gestão de Michel Temer marcou o leilão da estrada de ferro para 28 de março deste ano. O lance mínimo será de R$ 1,3 bilhão.

Prometidas para saírem entre 2019 e o início de 2020, estão uma linha de Caetité ao porto de Ilhéus, na Bahia (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), e a licitação da Ferrogrão (Sinop,MT, a Miritituba, PA), que beneficia a produção agrícola do Mato Grosso.

“A gente pode estar falando da segunda revolução do agronegócio, porque isso vai ter um impacto enorme nos fretes”, afirmou Freitas.

“Queremos retirar caminhões das rodovias, reduzir o custo Brasil e dar mais eficiência ao transporte de carga”.

O ministro ainda anunciou que as outorgas (antecipação do valor que o licitante arrecadará no futuro) devidas ao governo pela prorrogação de contratos serão usadas para construir novos trechos, proposta que também já havia sido aventada pelo governo Temer.

A primeira ferrovia a ser construída nesse sistema deve ligar Água Boa (MT) a Campinorte (GO), conectando o Mato Grosso à ferrovia Norte-Sul.

Após as eleições, a equipe de Jair Bolsonaro recebeu da gestão Temer informações estratégicas em diversas áreas, entre elas a de logística.

A equipe de Temer defendia, além da ampliação de investimentos, uma revisão da concentração da matriz logística no país. O objetivo seria aumentar a eficiência dos transportes e diminuir a vulnerabilidade a paralisações como a dos caminhoneiros em 2018.

Prova da falta de investimentos no setor, em 2018 apenas 7% dos R$ 10,5 bilhões previstos no orçamento para empreendimentos do Ministério dos Transportes foram destinados a projetos de ferrovias. Rodovias ficaram com 66% dos recursos, sendo que mais da metade foi para manutenção de estradas já existentes.

Quando oficializou a candidatura à Presidência, Bolsonaro tratou o tema das ferrovias de forma vaga em seu programa de governo. O documento dizia que o Brasil está entre os piores países em infraestrutura, ficando em 88º lugar no ranking de eficiência de ferrovias elaborado pelo Fórum Econômico Mundial.

Ao defender uma melhoria nos portos do país, afirmava ser necessário fazer ligações com “vasta malha ferroviária”.

Fonte: Folha SP

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