A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) acredita que conseguirá vender cerca de 3,4 milhões de toneladas de aço no mercado interno durante este ano, o que representaria até 85% de suas vendas totais, declarou nesta terça-feira (15) Luis Martinez, diretor comercial da empresa, em teleconferência para anúncio de resultados do 1º trimestre.

Segundo o executivo, dado o volume de 782 mil toneladas comercializadas no Brasil no primeiro trimestre, a projeção é factível. Vender 3,4 milhões de toneladas domesticamente significaria crescer mais de 19% ante 2017.

Sobre os reajustes de preço esperados para junho, Martinez disse que há um grande espaço nos laminados a quente e a frio, mas nem tanto no galvanizado (zincado). Atualmente, o executivo calcula que as bobinas a quente e a frio estão mais baratas ou pelo menos sem prêmio algum ante a importação.

 

“Isso para o nosso mercado não funciona”, afirmou. “Em zincados, a situação é um pouco diferente, enxergamos prêmio de 7% a 10%, o que é perfeitamente aceitável.”

Sobre a área de mineração, o diretor Eneas Diniz afirmou que a qualidade média do minério de ferro vendido à China até agora no ano ficou com teor de 62% de ferro e 6,5% de sílica.

Ebitda

O objetivo da CSN, com maiores preços de venda de contenção de custos de produção, é se manter com margem Ebitda de “dois dígitos altos”, disse Marcelo Ribeiro. A meta é aumentar a competitividade.

O presidente da companhia, Benjamin Steinbruch, declarou que na mineração, por exemplo, houve uma redução “dramática” do teor de sílica, uma impureza que tem rendido deságio na venda do minério de ferro. Além disso, o executivo contou que a compra de minério de terceiros está “agressiva” atualmente, para atender à capacidade do porto.

No que se refere ao pagamento de R$ 502 milhões em dividendos à Nacional Minérios, considerado pelo mercado um ponto negativo do balanço no primeiro trimestre, Ribeiro disse que já estava previsto há três anos. A efetivação dessa distribuição, marcada inicialmente para 2016, foi atrasada até este ano.

Fonte: Valor

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