A norueguesa Equinor (ex-Statoil) informou nesta quarta-feira (6) que o lucro líquido cresceu 30,7% no quarto trimestre de 2018, na comparação com o mesmo período de 2017, com a produção batendo recorde, maiores preços para petróleo e gás e itens não recorrentes.

Nos últimos três meses de 2018, a companhia reportou um lucro líquido de US$ 3,3 bilhões, enquanto em 2017 ela registrou ganho de US$ 2,6 bilhões. A receita total, na mesma base de comparação, avançou 31,1%, para US$ 22,4 bilhões, com a receita de suas principais atividades avançando 27%, para US$ 21,7 bilhões.

A média das estimativas dos analistas de mercado apontava para um lucro líquido de US$ 1,7 bilhão e receita de US$ 19,2 bilhões, segundo levantamento da consultoria FactSet.

 

A produção total da companhia cresceu 2% no quarto trimestre, para 2,17 milhões de barris de óleo equivalente ao dia.

Além do bom desempenho operacional, os resultados da Equinor foram beneficiados por reajustes no valor justo de derivativos e contratos de hedge de estoques, os efeitos da redução das provisões relacionadas ao processo redeterminação das atividades na Nigéria e ganhos com a venda de ativos.

No acumulado de 2018, a companhia registrou um lucro líquido de US$ 7,5 bilhões, alta de 64%, e uma receita total de US$ 79,6 bilhões, avanço de 30%.

Para o período de 2019 a 2025, a Equinor espera que o crescimento da produção seja puxado por novos projetos, resultando em um avanço médio de 3%.

Produção em alta no Brasil

A produção da divisão de exploração e produção da Equinor em ativos pelo mundo cresceu 13%, para 850 mil barris de óleo equivalente ao dia no quarto trimestre de 2018, na comparação com o mesmo período de 2017, puxado pelos novos campos explorados no Brasil e pelos ativos offshore na América do Norte.

O Brasil ganhou destaque no balanço financeiro da Equinor do quarto trimestre, afirmando que as operações no país devem se tornar uma área central para a companhia nos próximos anos.

“Internacionalmente, nós estamos assumindo o papel de operadores [de projetos] e estamos fortalecendo o Brasil como área central para a Equinor”, disse, em nota, o presidente e diretor-presidente da companhia, Eldar Sætre.

No terceiro trimestre, a Equinor assinou um acordo para adquirir a participação de 10% da Barra Energia no Bloco BM-S-8, na Bacia de Santos. No balanço, a companhia informou que pretende vender 3,5% da participação para a americana ExxonMobil e 3% para a portuguesa Galp.

No segundo trimestre, a companhia completou o desinvestimento de 39,5% da participação de 76% que possuía no Bloco BM-S-8, acertada em outubro de 2017, com 36,5% indo para a ExxonMobil e 3% para a Galp.

Também no segundo trimestre a Equinor fechou um acordo para adquirir uma participação de 25% no campo de Roncador, na Bacia de Campos, da Petrobras, pagando US$ 2,1 bilhões.

A Equinor também destacou o início das operações da usina de energia solar de Apodi, que possui capacidade de 162 megawatts, e está localizada no município de Quixeré, no Ceará.

Fonte: Valor

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