Ao mesmo tempo em que promete lançar ao mar 13 novas plataformas até 2023, a Petrobras se prepara para começar a aposentar plataformas antigas a partir deste ano. A tragédia na barragem de Brumadinho, da Vale, que pôs em xeque o setor de mineração, estimulou a Petrobras a acelerar o fechamento dessas plataformas, operação que as empresas do setor chamam de "descomissionamento".

Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), 41% das plataformas que operavam no Brasil no ano passado tinham 25 anos ou mais de funcionamento. São mais de 60 unidades com esse perfil. Só a Petrobras tem planos para desmobilizar oito unidades até 2021, sobretudo no sul da Bacia de Campos.

Petrobras vai aposentar plataformas antigas

 

A operação de "descomissionamento" dessas plataformas é uma atividade nova no Brasil e envolve ativos em águas profundas, um ambiente desafiador. A desativação exige cuidados ambientais e investimentos significativos que ocorrem no fim da curva de geração de caixa dos projetos.

"A lição de Brumadinho é que não dá para se relaxar [com segurança]", disse ao Valor o professor da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Edmar Almeida. A ANP e o Ibama estão debruçados na revisão das regras sobre o assunto. Hoje, cabe à cada empresa propor suas estratégias para o "descomissionamento", que vão desde retirar as instalações por completo até tombar os equipamentos, deixando-os no fundo do oceano.

A indústria brasileira de petróleo teve algumas exposições negativas nas últimas décadas. Houve, por exemplo, a explosão da P-36, da Petrobras, que matou 11 pessoas em 2011, e, no mesmo ano, o vazamento do campo de Frade, operado pela Chevron, na Bacia de Campos. "Mas esse é um cenário completamente diferente da mineração. O problema da Vale ocorreu numa barragem, tipo de empreendimento que não existe nesse setor", ressalva o advogado Paulo Valois, especializado na área de petróleo.

Fonte: Valor

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