A safra nacional de grãos deverá chegar a 231,1 milhões de toneladas em 2019, a segunda maior da história, prevê o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O organismo não descarta, porém, que revisões nos próximos meses elevem esse prognóstico para um novo recorde histórico, superando o registrado em 2017 (240,6 milhões de toneladas).

Conforme o IBGE, o prognóstico de 231,1 milhões de toneladas representou uma melhora de expectativas em relação ao divulgado em outubro, quando a previsão para a safra de 2019 estava em 226,7 milhões de toneladas. Trata-se de 4,4 milhões de toneladas a mais. A área a ser colhida no ano que vem também foi elevada: de 61,5 milhões de hectares, estimadas em outubro, para 62 milhões de hectares no prognóstico de novembro. A atual projeção representa um crescimento de 1,9% em relação ao ano anterior.

Segundo Carlos Alfredo Guedes, gerente de agricultura do IBGE, dois fatores podem levar a produção nacional de grãos do ano que vem para um recorde histórico: um clima positivo para o desenvolvimento das lavouras e preços que incentivem os produtores. “É difícil estimar isso, mas existe essa possibilidade sim”, disse Guedes.

 

Duas culturas serão decisivas para um novo recorde: a soja e o milho. Guedes lembra que qualquer pequenas variação percentual no prognóstico da soja pode representar milhões de toneladas a mais de produção. A região Sul, onde o clima é mais instável, pode ser um fiel de balança para previsões melhores ou piores do grão.

“O clima do Cerrado nessa época é bem favorável, com chuvas bem distribuídas. No Sul, porém, é onde pode ter frente fria, ou veranicos. Foi o que aconteceu em 2018. Tivemos uma quebra grande da safra na Argentina por causa de uma seca que também prejudicou um pouco a região Sul”, explicou o gerente do IBGE.

O milho 2ª safra também pode sofrer grandes oscilações nas previsões nos próximos meses - na estimativa mais recente, a produção desse grão é de 61,2 milhões de toneladas, crescimento de 9,3% em relação a 2018. Os preços estão atualmente favoráveis aos produtores, o que incentiva o cultivo. Porém, a decisão pelo plantio será tomada apenas entre março e abril. “Isso significa que os preços no ano que vem é que vão definir o tamanho dessa produção”, disse ele.

O IBGE estima que a safra de soja em grãos deve recuar 0,2% em 2019, para 117,69 milhões de toneladas. Já a do milho 1ª safra deve ter baixa de 0,6%, para 25,7 milhões de toneladas. A safra de arroz deve cair 4,5%, para 11,2 milhões de toneladas. E a produção de feijão 1ª safra deve ser 8% menor, de 1,4 milhões de toneladas.

Praticamente toda colhida, a safra de 2018 deve totalizar 227,3 milhões de toneladas, uma queda de 5,5% em relação ao calendário anterior. Quando comparado à estimativa de outubro, essa previsão sofreu uma revisão positiva de 0,1%. A área colhida em 2018 é estimada em 60,9 milhões de hectares, 282,3 mil hectares maior que a de 2017.

Fonte: Valor

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