O futuro ministro de Minas e Energia, o almirante Bento Albuquerque, disse que o calendário de leilões de blocos exploratórios de óleo e gás será mantido em sua gestão. “Vamos procurar dar nossa contribuição, melhorando a governança e gestão [do MME], dando previsibilidade ao mercado. Quem participa de um leilão quer saber se haverá um leilão hoje e um outro depois. É isso que a gente precisa: dar previsibilidade", afirmou.

O atual calendário de leilões prevê a realização da 16ª Rodada de concessões e da 6ª Rodada de partilha do pré-sal em 2019 e mais uma rodada de partilha e outra de concessão por ano até 2021. O governo de transição também costura a realização do leilão dos excedentes da cessão onerosa no ano que vem.

Na próxima semana, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reunirá para definir os detalhes, como data e bônus de assinatura e excedente em óleo, dos leilões do ano que vem.

 

Albuquerque participou de entrevista coletiva sobre o lançamento ao mar do submarino Riachuelo, o primeiro de uma série de quatro modelos convencionais e um submarino com propulsão nuclear que estão sendo construídos no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

O futuro ministro disse também que sua gestão à frente do MME será um trabalho de continuidade em relação ao governo Michel Temer (MDB). “Temos um governo que está funcionando, com pessoas altamente capacitadas que estão negociando, não só com segmentos da sociedade como também com o Congresso Nacional. E o que pretendemos a partir de 1º de janeiro é dar continuidade a esse trabalho, melhorando a governança e gestão dentro daquilo que pudermos contribuir”, disse.

Especificamente sobre o futuro do programa de subsídios ao diesel, o almirante afirmou que a solução será construída durante a transição. “Evidentemente há um governo de transição e as pessoas estão participando disso. Não será uma solução que ocorrerá a partir de 1º de janeiro, mas uma solução que será consequência de todas essas tratativas que estão em curso.”

Atual diretor-geral de desenvolvimento nuclear e tecnológico da Marinha, ele lembrou os avanços propiciados pelo desenvolvimento do programa nuclear do país, como a construção do Reator Multipropósito Brasileiro, cuja pedra fundamental foi lançada em meados deste ano. E destacou a importância do projeto para a diversificação da matriz energética, sem entrar em detalhes sobre o futuro da energia nuclear em sua gestão à frente do ministério.

Também presente na cerimônia de batismo do submarino Riachuelo, o comandante da Marinha, Leal Ferreira, destacou a importância dos investimentos na área de Defesa na indução do desenvolvimento nacional. “É preciso haver estabilização dos investimentos em Defesa. Acredito que isso será naturalmente enfrentado [no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro]”, afirmou.

Fonte: Valor

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