O Rio de Janeiro aumentou em 24% (US$ 19,1 bilhões) suas exportações e em 125% as importações (US$ 16,7 bilhões), em agosto, registrando saldo comercial positivo de US$ 2,4 bilhões. Com isso, a participação do estado no comércio exterior do país cresceu 13%, sendo o segundo com fluxo internacional mais expressivo, atrás apenas de São Paulo. É o que afirma o Boletim Rio Exporta de agosto, elaborado pela Firjan.

O superávit do período só não foi maior devido ao saldo comercial deficitário no mês de agosto, o equivalente a US$ 1,6 bilhão”, explica Claudia Teixeira, especialista em Comércio Exterior da Área Internacional da federação.

Ainda segundo o estudo, no acumulado anual, o incremento de vendas foi ocasionado especialmente pela receita de produtos básicos, sobretudo da indústria de petróleo e gás natural. Houve avanço também de 23% nas exportações de bens industrializados, puxadas principalmente pelas vendas de manufaturados, com destaque para saídas de embarcações e estruturas flutuantes e turbinas, motores e peças para aviação.

 

No lado dos produtos semimanufaturados, houve aumento por conta do setor metalúrgico, que cresceu 17%, comparado ao mesmo período de 2017, e representa 96% das importações dessa categoria.

Importações

As importações do estado do Rio avançaram 125% no período de janeiro a agosto. O valor de US$ 16,7 bilhões ultrapassou o total importado pelo estado no ano de 2017, com montante recorde de bens industriais comprados. Segundo Claudia, o crescimento ocorreu em todos os segmentos, com destaque para as aquisições de bens de capital (+970%), especialmente de embarcações e estruturas flutuantes nos meses de julho e agosto.

“Provavelmente, esse movimento se deve às mudanças no regime do Repetro, que estendeu os benefícios para importação definitiva desses bens e de novas embarcações”, esclarece.

O Boletim informa ainda que as compras de bens intermediários e de matéria-prima registraram aumento de 23% no acumulado anual (US$ 4,4 bilhões), com destaque para produtos químicos (US$ 1,2 bilhão) e metalurgia (US$ 972 milhões). “Pode significar um indício de retomada da economia”, pondera Claudia.

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