O presidente da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), Lincoln Guardado, disse que a eventual participação da empresa na 4ª Rodada de Partilha do pré-sal, de junho, será por meio de parcerias. A petroleira brasileira, se decidir apresentar ofertas no leilão, optará por entrar como sócia minoritária.

“Seria por meio de participações minoritárias, dado o capital necessário para bônus de assinatura e o capital necessário para exploração e desenvolvimento dos ativos”, disse o executivo nesta quinta-feira, durante teleconferência com analistas.

Carcará

 

O executivo afirmou também que o recebimento da terceira e última parcela pela venda do ativo de Carcará (BM-S-8), pela Statoil, pode ocorrer em 2019. A empresa ainda tem a receber US$ 144 milhões, o equivalente a 38% do negócio. O recebimento da parcela está condicionado à assinatura do acordo de individualização da produção de Carcará.

Em novembro do ano passado, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a transferência dos direitos de 10% de participação da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) no bloco BM-S-8 (Carcará), na Bacia de Santos, para a Statoil. A venda foi realizada em julho de 2017 por US$ 379 milhões.

Oportunidades

O presidente da Queiroz Galvão diss ainda que a companhia continua avaliando oportunidades de aquisições. A preferência, segundo ele, é por ativos em fase de desenvolvimento ou em produção.

Sobre as oportunidades apresentadas no programa de venda de ativos da Petrobras, Guardado disse que os ativos ofertados até o momento ou não interessam por não se adequar ao perfil estratégico da empresa, como os campos terrestres, ou não são “compatíveis com o tamanho da QGEP”. “Alguns ativos que já apareceram são de porte muito grande para a companhia. Olhamos para aquilo que seja compatível com o nosso tamanho”, disse o executivo.

Fonte: Valor

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