Os negócios no setor de energia elétrica impulsionaram os resultados da fabricante de equipamentos ABB no terceiro trimestre do ano, quando as encomendas totais no Brasil cresceram 54% em relação ao mesmo período do ano passado.

No mundo, as encomendas subiram 10%, para US$ 8,9 bilhões, impulsionando a receita da companhia, que somou US$ 9,25 bilhões, alta de 6%. O lucro líquido do trimestre também avançou 6%, para US$ 603 milhões. Todas as áreas de atuação da ABB tiveram crescimento no período, com destaque para as encomendas na divisão de robótica, que cresceram 12% no trimestre, para US$ 2,2 bilhões. A divisão de produtos de eletrificação continua a maior, com alta de 26%, para US$ 3,2 bilhões. O setor de redes de energia teve alta de 7%, para US$ 2,2 bilhões.

"O resultado do grupo foi bom, crescimento bastante positivo. No Brasil, a situação é muito boa, ficamos muito acima do mercado", disse Rafael Paniagua, presidente da ABB no Brasil.

 

As encomendas da companhia no país cresceram principalmente nos setores de concessionárias de energia, que inclui transmissão e distribuição, na exportação, e na área de geração de energia renovável. Segundo Paniagua, as encomendas no segmento de concessionárias de energia tiveram crescimento de 47% no trimestre na comparação anual, refletindo, principalmente, projetos de transmissão de energia.

As exportações cresceram 20% no período, com envios para Argentina, Colômbia, e até mesmo Estados Unidos. "Tivemos forte exportação no setor automotivo para mercados na América do Sul, principalmente na área robótica, todos os sistemas de robótica e automação. Também tivemos vendas de soluções de eletrificação, especialmente transformadores exportados aos Estados Unidos, de grande porte e potência", disse. Nesse quesito, a desvalorização do real ante o dólar ajudou a tornar as exportações do Brasil para os Estados Unidos mais competitivas.

O segmento de geração renovável foi o terceiro pilar que ajudou a sustentar o desempenho da ABB entre julho e setembro no Brasil. "As renováveis em geral representaram 20% dos pedidos no trimestre", disse Paniagua.

A ABB vendeu equipamentos para geração eólica, solar centralizada, e também geração solar distribuída. As vendas em energia solar ainda não são significativas em termos de volume, mas o crescimento é acelerado, tendo sido superior a 100% no trimestre, destacou o executivo.

A companhia estima ter 50% de participação no mercado de subestações para energia solar.

"Estamos muito otimistas com relação ao desempenho no Brasil para o último trimestre do ano e também para 2019. Gostamos da área de transmissão, vai haver um leilão muito forte ainda este ano, achamos que vão sair grandes projetos com investimentos expressivos", disse Paniagua.

Paniagua também aposta na expansão dos negócios em energias renováveis, tanto resultado de leilões de novos projetos quanto em geração distribuída.

Outras áreas na qual a ABB aposta envolvem serviços, que envolvem valor agregado significativo, e o setor de petróleo e gás, que depois de um período ruim está voltando a crescer. "Novos consórcios estão começando agora a fazer investimentos na exploração do pré-sal", afirmou. Esse movimento, contudo, só deve se refletir em novos negócios para a ABB entre o fim de 2019 e começo de 2020.

"Também vemos início de retomada em projetos industriais, em mineração, papel e celulose e outros", disse o executivo, explicando que a ABB pode ter oportunidade de negócios em digitalização, ganhos de eficiência e automação para esses clientes.

Fonte: Valor

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