O mundo das empreiteiras, aparentemente, é outro depois da Lava-Jato. Agora, são elas, as principais envolvidas nos esquemas de corrupção investigados na operação, que denunciam e interrompem licitações diante de regras que podem abrir espaço a práticas ilícitas.

O "outro lado" do balcão não mudou, reclamam. Os governos ainda lançam editais cheios de problemas, com falta de informações que dificultam as propostas de preço - e são um caminho para a corrupção. Antes, as empresas faziam a proposta no escuro, porque no final acertavam tudo "negociando aditivos".

Recente licitação do governo do Ceará para o metrô de Fortaleza foi alvo de mais de 700 questionamentos na audiência pública e de mandados de segurança movidos por Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Acciona e Odebrecht. O prazo para entrega de propostas era curto dada a complexidade técnica e a quantidade de itens para orçar. O mesmo se deu na concorrência para a Barragem de Catolé, em Barra do Choça (BA), e para o aeroporto de Aracaju (SE).

 

Fonte: Valor

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