Os preços internacionais do petróleo caíram as mínimas em torno de um ano ontem, refletindo as preocupações de desaceleração do crescimento econômico global, com consequente enfraquecimento na demanda pela commodity.

A pressão de queda dos preços ganhou força com as declarações do presidente Donald Trump, que reafirmou os fortes laços dos EUA com a Arábia Saudita, apesar das investigações ligando o príncipe herdeiro Mohammad bin Salman ao assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi.

Nos mercados internacionais, o petróleo tipo Brent, referência global, fechou ontem a US$ 62,53 por barril, queda de 6,4%. O petróleo WTI, por sua vez, caiu 6,6% para US$ 53,43 por barril.

 

"Eles [os sauditas] vêm trabalhando em conjunto com os EUA e têm sido muito receptivos aos meus pedidos para manter os preços do petróleo em níveis razoáveis - tão importantes para o mundo", disse o presidente, acrescentando que os EUA permanecem sendo um "firme parceiro" da Arábia Saudita.

Trump também afirmou que não vai cancelar um contrato de venda de armamentos para os sauditas, dizendo que isso seria uma ação "tola" que apenas beneficiaria a Rússia e a China.

As declarações do presidente americano ocorrem duas semanas antes da reunião ministerial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), liderado pela Arábia Saudita, junto com outros grandes produtores, como a Rússia, para definir a política global de petróleo. Inicialmente, a expectativa para a reunião era de um acordo para reduzir a oferta global.

Mas Trump vem pressionando a Arábia Saudita e a Opep a não cortarem a produção, uma medida que aumentaria os preços da commodity. Manter os preços do petróleo baixos é uma prioridade do presidente americano.

Para analistas, o apoio explícito de Trump - apesar da pressão de congressistas americanos para impor sanções sobre a Arábia Saudita - coloca em dúvida a disposição dos sauditas de cortar significativamente a produção sob o risco de alienar um importante aliado num momento de pressão internacional pelo cruel assassinato de Khashoggi.

A recente tendência de queda dos preços foi desencadeada pela decisão dos EUA de conceder isenções temporária as vários países - incluindo China e Japão - para continuarem importando petróleo do Irã, apesar da retomada de sanções no início do mês.

Também contribui para a queda dos preços o rápido crescimento da produção de petróleo de xisto dos EUA num momento de incerteza sobre as perspectivas para a demanda global.

Fonte: Valor

 

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