Os chineses ajudaram o comércio exterior a bater recorde em outubro. O Brasil vendeu para outros países US$ 6,121 bilhões a mais do que comprou. Esse foi o melhor resultado para o mês em 30 anos. Boa parte do superávit foi resultado das importações de petróleo e soja feitas pela China. As taxas de crescimento desses produtos ficaram acima de 100%.

Os chineses também permanecem como os principais compradores de produtos brasileiros. No mês passado, as vendas brasileiras para a China cresceram 67,5%, a maior taxa entre os mercados de destino. Em segundo lugar no ranking de parceiros comerciais do Brasil estão os Estados Unidos, que atualmente protagonizam uma guerra comercial com o país asiático.

Os números foram divulgados, nesta quinta-feira, pelo Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MIDC).  Segundo a pasta, que a partir de janeiro será incorporada a um superministério da Economia, as exportações somaram US$ 22,226 bilhões em outubro e as importações US$ 16,105 bilhões.

 

No ano, há um saldo positivo acumulado de US$ 47,721 bilhões. O valor é US$ 10,730 bilhões inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. A diferença ocorre porque as importações estão crescendo num ritmo mais forte que as vendas para o mercado externo.

A Argentina, que enfrenta uma forte crise econômica, comprou 40,2% a menos do Brasil em outubro. As maiores quedas ocorreram com automóveis, veículos de carga, tratores, máquinas para terraplanagem, laminados planos e autopeças. As exportações brasileiras para os vizinhos somaram US$ 1,012 bilhão, enquanto as importações de produtos argentinos pelo Brasil totalizaram US$ 943 milhões.

— Diante dos números que estamos verificando, mantemos nossa estimativa de saldo positivo para a balança comercial de cerca de US$ 50 bilhões — disse o diretor de estatísticas e apoio às exportações do MDIC, Herlon Brandão.

Fonte: O Globo

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