A possibilidade de o próximo governo reconhecer Jerusalém como a capital do Estado de Israel, conforme declarou o presidente eleito Jair Bolsonaro, pode gerar problemas com os países árabes não apenas na parte comercial — a região é a principal compradora de produtos de origem animal do Brasil, como carnes bovina e de frango —, mas também em áreas como aviação militar e investimentos. O alerta é da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

Do lado dos investimentos, a imagem do Brasil como um bom ambiente para negócios "pode ficar arranhada". Isso afastaria os fundos soberanos da região, cujos recursos podem ser usados, principalmente, em infraestrutura e logística no país.

No levantamento, elaborado com base em dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior Brasileiro (Siscomex), a entidade destaca que os países árabes são o 5º principal destino de produtos brasileiros. Compraram cerca de US$ 10 bilhões de janeiro a setembro deste ano. O Brasil tem déficit na balança comercial com apenas quatro, dos 22 países árabes: Argélia, Marrocos, Arábia Saudita e Catar.

 

Segundo resoluções aprovadas pela ONU, o status de Jerusalém deve ser determinado em negociações com os palestinos. Assim, as Nações Unidas não apoiam a reivindicação de Israel de que a cidade seja sua capital "única e indivisível".

Uma fonte graduada do governo brasileiro revelou ao GLOBO que diplomatas que se encontram em embaixadas localizadas nos países árabes estão preocupadas com a segurança. Existe certo temor de que o Brasil seja alvo de grupos radicais contrários à posição de Bolsonaro de mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. Se ele cumprir o que disse, o Brasil se juntará aos Estados Unidos e à Guatemala como os únicos países que tomaram essa posição.

Fonte: Estadão

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