O Brasil deverá acionar formalmente nesta quinta-feira o mecanismo de disputa da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a China por causa de barreiras do país asiático ao açucar brasileiro.

Depois de impor sobretaxa para proteger a produção local, que elevou a tarifa de importação a 90%, a China provocou uma queda de quase 85% das exportações brasileiras em 2017, para US$ 134 milhões, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Até então, o Brasil era o maior fornecedor da commodity ao mercado chinês.

Com o pedido inicial de consultas, Brasil e China terão prazo de 60 dias para encontrarem uma solução mutuamente satisfatória. É algo que Pequim já prometeu várias vezes à Brasília. Mas, na prática, o que fez foi ampliar o bloqueio à entrada de açucar também de países mais pobres.

 

Paralelamente, o Brasil examina com outros exportadores da commodity como atacar os subsídios da Índia e do Paquistão a seus exportadores.

Uma ideia em discussão é o Brasil acionar a OMC contra o Paquistão, e a Austrália fazer o mesmo contra a Índia. A estratégia não está ainda definido, mas ilustra a determinação dos exportadores de reagirem a práticas que distorcem o comércio internacional.

Fonte: Valor

 

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