Subsidiárias do Banco do Brasil (BBAS3) e da Caixa, volta da discussão sobre a Eletrobras (ELET3;ELET6)... O assunto privatizações voltou com tudo nesse início do governo de Jair Bolsonaro e, com isso, o mercado passa a ficar cada vez mais de olho nas ações que podem subir forte na Bolsa se o tema entrar no radar. 

Com base nisso, o Bradesco BBI fez um relatório trazendo projeções para a BR Distribuidora (BRDT3) - subsidiária da Petrobras (PETR3;PETR4) que tem um pouco mais de um ano na Bolsa -, caso ela seja privatizada. E, se isso acontecer, as estimativas são bastante positivas para os papéis da companhia, mas não somente para ela, uma vez que essa medida poderia beneficiar também a Petrobras e o governo. 

Para os analistas do Bradesco BBI, se ocorrer, a privatização deve se dar por meio de um investidor estratégico que ofereça um prêmio de controle. "Se gerenciada de maneira privada, a BR Distribuidora poderia se valorizar para R$ 39, dependendo da melhora nas margens e da recuperação econômica", afirmam os analistas em relatório enviado a clientes.

 

Com isso, a estimativa aponta potencial de valorização de 45,25% da ação na comparação com o fechamento de segunda-feira (7). A potencial privatização, aliás, é vista como o principal gatilho de curto prazo para os ativos, mesmo diante da provável melhora das margens da companhia neste ano. 

O preço-alvo atual do banco é de R$ 25 e não inclui nenhum prêmio de controle a ser pago em cenário de privatização. Para o Bradesco BBI, a ação pode ultrapassar o valor de R$ 35 em 2021 após três anos de melhorias operacionais e forte recuperação econômica mediante ajuste fiscal profundo. 

Dois caminhos

Os analistas do Bradesco BBI enxergam dois caminhos possíveis para uma possível privatização da BR Distribuidora. O primeiro deles é uma sequência de oferta de ações para reduzir a participação da Petrobras, que é atualmente o acionista controlador da empresa com 71% dos ativos. 

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A segunda opção, e com maior probabilidade para o Bradesco BBI, é a venda do controle acionário da BR Distribuidora para um investidor estratégico que esteja disposto a pagar o prêmio de controle para a companhia e acionistas minoritários.

"Tanto a Petrobras quanto o governo se beneficiariam da venda da BR Distribuidora através da segunda opção, considerando o valor do prêmio de controle", avalia o Bradesco BBI, que calcula prêmio de 30%, baseado em transações correntes e similares, sobre o preço médio de 30 dias da ação. 

Dividendos extraordinários

Com o pagamento de um prêmio pelo controle acionário, o Bradesco BBI calcula que o governo pode receber entre R$ 7,3 bilhões e R$ 10,4 bilhões e a Petrobras pode embolsar de R$ 4,7 bilhões a R$ 6,7 bilhões. Indiretamente, os acionistas minoritários da Petrobras poderiam se beneficiar de "dividendos extraordinários". O Bradesco BBI estima a distribuição de até 40% desse montante entre os acionistas. 

Obstáculos

O governo de Jair Bolsonaro já indicou em diversas ocasiões a possibilidade de privatizar a BR Distribuidora, mesmo caminho apontado pelo novo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. No entanto, o Bradesco BBI vê alguns obstáculos internos que podem minar esses planos, como o envolvimento histórico da Petrobras com o negócio de varejo. 

Esse argumento pode ser "facilmente superado" pela Petrobras se a estatal manter uma participação minoritária na BR Distribuidora, apontam os analistas. Além disso, os desinvestimentos da Petrobras sofreram vários atrasos em decorrência de medidas cautelares contra o processo e o mesmo deve ocorrer do caso da BR Distribuidora, alerta o Bradesco BBI.

De qualquer forma, para aqueles que estão de olho em um call voltado para as indicações do novo governo sobre privatizações, vale a pena deixar os papéis BRDT3 no radar. 

Fonte: Infomoney

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