A Arábia Saudita informou neste domingo que pretende aumentar significativamente os gastos no ano que vem, uma vez que se beneficia do aumento dos preços do petróleo. O plano busca acelerar o atual crescimento e criar mais empregos na maior economia do Oriente Médio.

Os gastos orçamentários do governo saudita devem chegar a mais de 1,1 trilhão de riais sauditas (US$ 295 bilhões) em 2019, cerca de 7% acima do projetado para este ano fiscal, informou o ministério de finanças da Arábia Saudita em um breve comunicado pré-orçamento.

Em geral, o governo saudita emite uma declaração orçamentária anual mais detalhada em dezembro.

 

O reino, sob o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, está realizando um plano de transformação ambicioso para tornar a economia menos dependente do petróleo, impulsionando o setor privado.

Mas o crescimento desacelerou depois de corte de gastos públicos, incluindo subsídios, para lidar com a forte queda no preço do petróleo desde 2014. As vendas de energia representam mais de 70% da receita orçamentária da Arábia Saudita.

O Ministério das Finanças disse esperar que o produto interno bruto do reino, que se contraiu em 2017, se expanda em 2,3% no ano que vem e melhore gradualmente para alcançar 2,4% em 2021 como resultado das reformas econômicas do país.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que a economia cresça 1,9% este ano, com o setor não-petrolífero prevendo um crescimento de 2,3%.

O ministro das Finanças, Mohammed Al-Jadaan, disse que o principal objetivo do governo no orçamento de 2019 é a implementação contínua do plano de transformação do reino, chamado Vision 2030, que inclui diversificação da economia, aumento das receitas não petrolíferas e equilíbrio fiscal até 2023.

O governo espera que as receitas aumentem em 11%, para 978 bilhões de riais no ano que vem, disse o Ministério da Fazenda, o que significa que ela voltará a gerar um déficit fiscal para implementar os gastos.

O governo planeja financiar esse déficit orçamentário com emissões de dívida no mercado de capitais, depois de levantar mais de US$ 50 bilhões nos últimos três anos. O governo espera que a dívida atinja cerca de 22% do PIB em 2019 e aumente para cerca de 25% em 2021.

“Os gastos do governo têm o maior impacto sobre o PIB”, disse Mazen al-Sudairi, chefe de pesquisa da Al Rajhi Capital, de Riyadh. “Isso criará mais investimentos e, portanto, mais empregos para os sauditas”.

O desemprego entre os sauditas é de quase 13% de acordo com as últimas estatísticas do governo. A Arábia Saudita está tentando reduzir essa taxa por meio de iniciativas, como cobranças de empresas que empregam trabalhadores expatriados e impondo quotas mais estritas de nacionalização no setor privado. Mas os esforços até agora tiveram sucesso misto.

As finanças da Arábia Saudita estão sendo vigiadas de perto em Washington. O presidente americano, Donald Trump, apelou repetidamente à Arábia Saudita, como líder de fato do cartel da OPEP, para baixar os preços para que os americanos vejam custos de combustível mais baixos.

A questão se tornou particularmente aguda para a Casa Branca republicana antes das eleições cruciais de meio de mandato em novembro, quando se espera que os democratas obtenham ganhos no Congresso.

O líder dos Estados Unidos conversou neste sábado com o rei Salman, da Arábia Saudita, discutindo o mercado de petróleo e a necessidade de manter suprimentos para garantir o crescimento econômico global, de acordo com um comunicado da agência oficial de notícias Saudi Press.

Os preços do petróleo caíram em 2014, mas desde então se recuperaram para o comércio a cerca de US$ 80 o barril, depois que a Opep, liderada por Riyadh, e outras nações concordaram no ano passado em limitar a oferta.

Em uma reunião na semana passada em Argel, a Opep decidiu não aumentar a oferta, mesmo que as remessas de petróleo iranianas devam cair, já que os membros do cartel temem que um excesso de preços vá derrubar os preços novamente.

Fonte: Valor

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