A fabricante de máquinas e equipamentos WEG voltou a apresentar bom resultado no terceiro trimestre, com crescimento significativo de receita e recorde de lucro. Além das aquisições, prática adotada para a expansão da empresa nos últimos anos, a companhia obteve bons números nos negócios de energia e vê nova frente de crescimento no exterior.

No terceiro trimestre, a WEG registrou lucro líquido de R$ 381,4 milhões, alta de 22,2% na comparação anual. Em termos nominais, é o maior lucro para o período de julho a setembro.

A receita líquida da companhia subiu 32,9%, para R$ 3,24 bilhões. Ajustando a receita a consolidação das aquisições recentes da WEG Transformers USA (WTU), de transformadores, e da TGM, negócio de turbinas a vapor, o crescimento do indicador foi de 29,3%.

 

"Nesse trimestre, observamos a mesma tendência que tivemos na primeira metade do ano. O crescimento se manteve no Brasil e no exterior", afirmou André Luís Rodrigues, diretor superintendente administrativo financeiro da WEG, ao Valor. De julho a setembro, a receita no mercado interno da companhia subiu 36,4%, para R$ 1,38 bilhão. No mercado externo, o avanço foi de 30,5%, para R$ 1,86 bilhão.

Parte significativa do crescimento nominal de receita veio de duas aquisições, da WTU, no mercado americano, e da brasileira TGM. Segundo o executivo, a companhia deve manter a pratica de buscar crescimento inorgânico.

"A WEG vai continuar olhando oportunidades de aquisição, mas vai crescer também pela inovação e desenvolvimento de novos produtos", disse Rodrigues.

Com 57,5% das receitas vindas do mercado externo, a empresa crê que a tendência no médio e longo prazo é de que essa fatia se aproxime dos 60%.

"No mercado externo, estamos conseguindo ganhos de participação de mercado. Nos motores elétricos de baixa tensão somos o segundo nos Estados Unidos", afirma. "Temos mostrado taxas de crescimento bem interessantes em outros países também. A TGM abre uma nova oportunidade de crescimento, vamos usar a força de nossas unidades no exterior."

Apesar de mais um resultado positivo, a empresa apresentou recuo de um ponto percentual na margem líquida, para 11,8%, e de 0,9 ponto percentual na margem Ebitda, para 15,1%. O indicador, contudo, não é considerado a principal prioridade no momento e está em linha com o esperado.

"A boa notícia é que estamos crescendo, mas nesse ano o negócio de energia solar se tornou mais relevante. Ele apresenta menores margens operacionais, mas apresenta melhores retornos. Estamos concentrados mais em crescimento de receita e no retorno sobre capital investido e neles tivemos num patamar bem superior", diz.

O retorno sobre o capital investido do terceiro trimestre cresceu 0,6 ponto percentual, para 17,2%.

Outro indicador operacional importante, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 26%, para R$ 489 milhões.

A WEG encerrou o período com caixa líquido de R$ 255,3 milhões, queda de 42%. O recuo foi causado pelo crescimento do endividamento de curto prazo em moeda estrangeira.

Fonte: Valor

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