O maior lucro líquido trimestral da Petrobras em cinco anos ocorre em meio a um novo ciclo de alta de preços do petróleo no mercado internacional. Esta semana, a cotação do petróleo superou US$ 75. Mas, dessa vez, a estatal está usufruindo da valorização da commodity graças a sua nova política de reajuste da gasolina e dos demais derivados, adotada em junho do ano passado, e que prevê a paridade com o custo internacional do petróleo.

Da última vez que o petróleo alcançou o atual patamar, em 2014, a Petrobras tinha como regra represar os reajustes da gasolina, para evitar pressões na inflação. Desde então, a Operação Lava-Jato, a derrocada do preço do petróleo e o elevado endividamento da empresa afetaram seus resultados.

Agora, o lucro da estatal, que chegou a quase R$ 7 bilhões entre janeiro e março de 2018, veio acompanhado ainda de uma antecipação do pagamento de dividendos a seus acionistas. É a primeira vez que isso ocorre em três anos.

 

O preço do petróleo, assim, será um empurrão importante para os resultados da companhia que, no entando, ainda tem uma grande lista de pendências a resolver. Precisa manter sua política de redução de custos e avançar no programa de venda de ativos, para reduzir mais seu ainda elevado endividamento. No primeiro trimestre, a dívida líquida da companhia caiu 4%, para R$ 270,712 bilhões.

Na manhã desta terça-feira, Pedro Parente, presidente da companhia, voltou a afirmar que vai manter em seu cronograma a venda de US$ 21 bilhões até o fim deste ano.

Os motivos internacionais que estão levando a um aumento do preço do petróleo podem se refletir também em um aumento do dólar e das taxas de juros internacionais, que, por sua vez, poderão afetar de forma negativa os indicadores financeiros da empresa, que tem a maior parte de sua dívida em dólar.

Fonte: O Globo

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