A estatal PPSA (Pré-Sal Petróleo SA) marcou o primeiro leilão de venda do petróleo do pré-sal que pertence à União para o dia 16 de maio. Na ocasião, a empresa licitará um ano de fornecimento da produção dos campos de Mero, Sapinhoá, Lula e Tartaruga Verde.

O pré-edital do leilão, lançado nesta sexta (13) estabelece a data de 11 de maio para que as empresas interessadas se qualifiquem para a disputa. No dia 16, na Bolsa de Valores de São Paulo, os envelopes serão abertos e pode haver pregão em viva-voz caso haja disputa pelos contratos.

Vence o leilão que apresentar o maior ágio sobre o preço de referência da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para o petróleo de cada campo. A PPSA é a representante da União nos consórcios desses projetos.

 

Em fevereiro, a estatal realizou a primeira operação de venda do petróleo da União, referente à produção do campo de Mero. A Petrobras comprou uma carga de 500 mil barris, por cerca de R$ 100 milhões - a PPSA não informou o valor fechado.

De acordo com o câmbio da época, o valor equivaleria a US$ 61 por barril.

Nos contratos de um ano, o preço vai variar de acordo com a data de retirada do petróleo, já que a ANP estabelece os preços de referência mensalmente, de acordo com as cotações internacionais do petróleo.

Mero é parte do primeiro contrato de partilha licitado pelo governo, em 2013. Liderado pela Petrobras, o consórcio vencedor se comprometeu a entregar à União 41,65% do petróleo produzido, após descontados os custos operacionais.

Em Lula, Sapinhoá e Tartaruga Verde, a União tem direito a parte da produção porque os reservatórios se estendem para além dos limites concedidos às petroleiras. Os dois primeiros são os maiores campos de petróleo em operação no país.

Caso não haja concorrência na primeira fase do leilão, o pré-edital divulgado nesta sexta prevê a disputa por menor deságio em relação ao preço de referência da ANP. Os vencedores terão a responsabilidade de buscar o óleo nas plataformas de produção.

Fonte: Folha