Tanto as previsões de safra de grãos como os indicadores do agronegócio de 2018 são muito favoráveis, aproximando-se cada vez mais dos níveis recordistas observados em 2017. É o que mostram o 7.º Levantamento da Safra 2017/2018 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a terceira estimativa de safras do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o informe Agronotícias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O Brasil deverá colher a segunda maior safra de grãos da história, com uma produção de 229,5 milhões de toneladas, segundo a Conab. O decréscimo em relação à safra passada, que atingiu 237,7 milhões de toneladas, é estimado em apenas 3,4%. Entre março e abril, a estimativa de safra aumentou 1,5%, o que corresponde ao aumento de 3,5 milhões de toneladas da produção de grãos. 

A área de plantio cresceu cerca de 0,6% em relação à safra anterior e atingiu 61 milhões de hectares, dos quais 35,1 milhões de hectares correspondem à área utilizada pela soja. Os produtos mais plantados, além da soja, foram o milho (primeira safra), o feijão (segunda safra) e o algodão. O aumento da área plantada de algodão é estimado em 21,9%, o que torna a cultura a segunda maior em ganho absoluto de área semeada.

 

Há queda na área plantada (e na produção) de arroz, mas a segunda safra de feijão mostra recuperação em relação à primeira safra. A safra de milho deverá cair em relação à do ano passado, enquanto as safras de girassol e mamona terão enormes ganhos.

A expressiva safra de grãos desempenha papel decisivo nas exportações brasileiras do agronegócio, que atingiram US$ 9,08 bilhões em março, US$ 21,47 bilhões no primeiro trimestre e US$ 96,96 bilhões nos últimos 12 meses, com crescimento de 13,5% comparativamente aos 12 meses anteriores. A balança comercial do agronegócio registrou superávit de US$ 7,79 bilhões em março de 2018, destacando-se as vendas do complexo soja, carnes, produtos florestais, complexo sucroalcooleiro e café. As quantidades exportadas cresceram muito, mas os preços registraram acréscimos modestos ou até declínio.

Os bons resultados da agricultura favorecem os produtores e os consumidores. O grupo Alimentação e Bebidas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE subiu apenas 0,07% em março.

Fonte: Estadão