A Bacia de Campos, região por onde começou a produção marítima de petróleo no Brasil, na década de 70, vai passar por uma fase de renovação que exigirá novos investimentos em equipamentos e plataformas. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), 22 plataformas instaladas em Campos já têm mais de 25 anos de operação e terão que parar em cerca de cinco anos.

Em todo o país, 42% das 158 plataformas existentes entre as bacias do Nordeste e a de Santos, ou seja 67 unidades, estão na mesma situação, explica Marcelo Mafra, gerente-executivo de segurança operacional e meio ambiente da ANP. Esse grupo inclui também 21 plataformas na Bacia de Sergipe-Alagoas e cerca de 10 na bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte.

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Para conseguir se renovar ou paralisar definitivamente a produção em campos maduros, a indústria esbarra em um inimigo minúsculo, o coral-sol, espécie que está espalhada pela costa brasileira e compete com outras espécies de coral, podendo matá-las. Segundo biólogos, o coral-sol chegou ao país na década de 1980. É encontrado em locais com grande movimentação de plataformas de perfuração e produção de petróleo e representa um potencial aumento de custos e dores de cabeça para o setor petrolífero.

Fonte: Valor