A Petrobras adotou uma nova política de preços para a venda de combustíveis e gás de cozinha. Desde julho, a estatal passou a fazer ajustes quase que diários na gasolina e no diesel em uma nova estratégia mais agressiva para reconquistar participação no mercado doméstico.

Parente afirmou que a nova política não impactou o resultado da companhia no trimestre. "A política foi alterada no fim de julho, mas leva dois meses para ter efeito, o que só vai acontecer em setembro. Achamos que é muito cedo para ver os resultados da política no market share, mas estamos muito satisfeitos com a poítica, que reflete a volatilidade dos preços internacionais", afirmou.

Em abril, as importações de concorrentes da Petrobras chegaram a tocar os 419 milhões de litros, segundo a petroleira, o que em anos passados seria praticamente impossível, já que a empresa - que tem quase 100% da capacidade de refino do Brasil - mantinha os preços abaixo da paridade internacional.

Crédito do BNDES

A Petrobras deve voltar a operar com crédito do BNDES, disse Monteiro, durante entrevista coletiva para comentar os resultados do trimestre. As concessões estão travadas desde 2015, por ordem do Banco Central. O BC entendeu na época que o crédito concedido à estatal superava o limite de exposição do banco com um único cliente.

"Uma linha que a gente espera operar é o Finame, de máquinas e equipamentos. Esperamos usar de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão só de Finame", afirmou o diretor financeiro.

Segundo ele, a empresa espera tomar R$ 2 bilhões em financiamentos do BNDES nos próximos seis meses.

Fonte: G1