Chegou dezembro. É novamente momento de reflexões e tentar compreender o que aconteceu e qual o significado para os próximos anos. Essa reflexão é especialmente importante para a indústria da construção naval, onde a queda no volume de empregos leva a uma conclusão errada em relação à qualidade do setor, seus técnicos e trabalhadores. 

É errada a narrativa de que a construção naval vive uma crise paralisante. O setor enfrenta uma crise como outros setores da economia brasileira, diante do quadro de crise fiscal e baixo desempenho da economia. Em alguns segmentos os negócios prosseguem com boas perspectivas, como é o caso da construção de rebocadores portuários e de empurradores e barcaças para navegação fluvial. Estão muito ativos os estaleiros médios nesta atividade. São segmentos essenciais para a expansão da atividade portuária e para a escoamento de grãos nas rotas fluviais do Madeira-Amazonas e Tapajós-Amazonas pra embarque nos terminais portuários no Rio Amazonas em navios de grande porte em direção à Ásia e à Europa. Por sua importância, deveriam ter recebido maior atenção. São segmentos de atividade perene, diante de uma demanda real, numa situação desafiante que obriga seus empresários e técnicos a encontrar alternativas para ampliar a eficiência e os resultados.

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Na Rio Óleo e Gás, o Grupo Chouest apresentou a visão inovadora de serviços integrados na base de apoio offshore do B-Port, localizado do Porto do Açu, em São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro. A Prumo Logística, controladora do Porto do Açu, apresenta a base de apoio marítimo como a maior do mundo. O Grupo Chouest confirma, são 600 mil metros quadrados de área. Nos EUA, as três bases de apoio offshore do grupo, na Louisiana (EUA), somam uma área maior. Mas o que torna o B-Port, empreendimento único no Brasil, é a visão inovadora de serviços integrados às petroleiras, a seus prestadores de serviços e aos armadores de navios de apoio marítimo que chegam à base para carregar os  suprimentos destinados às plataformas de produção offshore.

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Estamos vivendo um momento único em nosso país, onde posições maniqueístas se consolidam, isolando grupos antagônicos em lados opostos sem espaço para diálogo e consenso. Coloca nesta mistura o tempero dos novos algoritmos das mídias sociais, onde você só enxerga quem pensa como você, e pronto, temos a receita perfeita para irmos a lugar nenhum.

Experimenta postar em um grupo de WhatsApp uma ideia política, econômica ou comportamental diferente do que a maioria naquele grupo acredita e veja o resultado, se você tiver estômago.  

As pessoas estão cansadas e nada como uma crise econômica para deixar todos com os nervos à flor da pele. Nos últimos anos, dos três pilares da nossa economia, superávit primário (esforço fiscal), câmbio livre e metas de inflação, dois ruíram estrondosamente. No meio de escândalos cinematográficos de corrupção em todos os poderes, os brasileiros ainda tiveram que assistir embasbacados ao governo propor o aumento de gastos como saída da crise.

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A produção de petróleo e gás lidera o volume de investimentos e representa a mais visível transformação entre os setores produtivos no Brasil. O evento Rio Óleo e Gás, realizado de 24 a 27 de setembro de 2018, promovido a cada dois anos pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), demonstrou a mudança ocorrida desde a última edição, em 2016. A presidente da Exxon no Brasil, a brasileira Carla Lacerda, resumiu: o fim da exigência da Petrobras como operador único; ajuste no conteúdo local para valores atingíveis e extensão do Repetro; a regularidade nos leilões de áreas. Esses ajustes na política tornaram o setor líder em investimentos no Brasil, informa o BNDES. Em 2017 foram investidos R$ 57,9 bilhões. De 2018 a 2021 a previsão é de investimentos de R$ 291,4 bilhões, em média R$ 72,8 bilhões em cada ano.

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O impacto da logística para o setor de óleo e gás e a perspectiva de investimentos em refino, dois painéis de debates realizados dia 26 de setembro de 2018, na programação da Rio Óleo e Gás, apresentaram uma visão complementar sobre a dimensão dos desafios. Na logística, os transportes demandam investimentos de R$ 1,7 trilhão para solucionar gargalos nos portos e reduzir a dependência do modelo rodoviário. O cenário para investimentos em refino vive a incerteza da interferência nos preços, enquanto isso a importação de derivados é a solução de curto prazo e exige investimentos nos portos e ampliação da oferta nos modais ferroviário e marítimo.

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O debate sobre a atração de investimentos ao setor de petróleo e gás, na visão da iniciativa privada, ganhou uma sessão plenária na Rio Óleo e Gás desta terça-feira (25), tendo como moderador Décio Odone, diretor geral da ANP, e como debatedores Sergio Rial, presidente do Banco Santander, Henrique Martins, da Brookfield, e Jorge Firmo, da Seadril e presidente do IBP.

Décio Odone sugeriu abordar o tema olhando quais são as oportunidades de investimento além do pré-sal, sugerindo os segmentos de campos maduros, produção de petróleo em terra, gás e o refino como os segmentos com potencial de atrair investimentos privados.

Sergio Rial abriu o debate, notando que a produção de petróleo e gás no Brasil é tem forte contorno ideológico, politizado, decorrente do momento na história em que a Petrobras foi criada. 

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Na abertura do evento Rio Óleo e Gás, dia 24 de setembro de 2018, os pronunciamentos denotaram a preocupação com a volta de políticas do passado que paralisaram o setor de produção de petróleo e gás.

O presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo Gás e Biocombustíveis), José Firmo, disse que é o evento da retomada dos investimentos, com uma nova fase de diálogo e num cenário mundial onde a questão é até quando a demanda prossegue em expansão diante do maior uso de fontes alternativas de energia na proposta de baixa emissão de carbono, à qual as grandes petroleiras aderiram. No Brasil a produção de petróleo e gás é competitiva sinalizando, até 2030, aumento na produção para 3,6 milhões bpd (barris de petróleo dia), geração de 800 mil empregos e uma arrecadação para o governo de R$1,4 trilhão em tributos, royalties e bônus de assinatura nos contratos de concessão e partilha.

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A indústria naval brasileira está na expectativa de novos contratos. Em agosto, na Marintec 2018, essa expectativa era parte da conversa em todos os estandes. A regularidade dos leilões da ANP é o fato novo que traz de volta contratos de construção de navios petroleiros, aliviadores, apoio marítimo e de plataformas FPSOs. A Rio Oil & Gas 2018, realizada a cada dois anos, ocorre nos próximos dias 26 a 27 de setembro. Entre os palestrantes estão confirmados executivos internacionais da TechnipFMC, Exxon Mobil, BP, Modec e a diretora da Petrobras, Solange Guedes.

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O detetive Sherlock Holmes, criado pelo escritor escocês Arthur Conan Doyle, resolve diversos casos a partir da aplicação da seguinte lógica: “Desconsidere o impossível e restarão as verdadeiras possibilidades”. A frase se aplica à situação atual do Brasil, repleta de decisões insustentáveis que levarão às “verdadeiras possibilidades”. São essas possibilidades que alimentam a visão positiva, a preferida por investidores e grandes empresas. Will Landers, diretor da BlackRock, em entrevista em Nova York, no início de julho de 2018, disse que a maior gestora de recursos do mundo “continua com visão positiva sobre o Brasil e recentemente reforçou suas posições em investimentos no país”, afinal o país tem grande potencial e em 2019 começa novo governo eleito. 

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