A produção de petróleo e gás lidera o volume de investimentos e representa a mais visível transformação entre os setores produtivos no Brasil. O evento Rio Óleo e Gás, realizado de 24 a 27 de setembro de 2018, promovido a cada dois anos pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), demonstrou a mudança ocorrida desde a última edição, em 2016. A presidente da Exxon no Brasil, a brasileira Carla Lacerda, resumiu: o fim da exigência da Petrobras como operador único; ajuste no conteúdo local para valores atingíveis e extensão do Repetro; a regularidade nos leilões de áreas. Esses ajustes na política tornaram o setor líder em investimentos no Brasil, informa o BNDES. Em 2017 foram investidos R$ 57,9 bilhões. De 2018 a 2021 a previsão é de investimentos de R$ 291,4 bilhões, em média R$ 72,8 bilhões em cada ano.

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O impacto da logística para o setor de óleo e gás e a perspectiva de investimentos em refino, dois painéis de debates realizados dia 26 de setembro de 2018, na programação da Rio Óleo e Gás, apresentaram uma visão complementar sobre a dimensão dos desafios. Na logística, os transportes demandam investimentos de R$ 1,7 trilhão para solucionar gargalos nos portos e reduzir a dependência do modelo rodoviário. O cenário para investimentos em refino vive a incerteza da interferência nos preços, enquanto isso a importação de derivados é a solução de curto prazo e exige investimentos nos portos e ampliação da oferta nos modais ferroviário e marítimo.

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O debate sobre a atração de investimentos ao setor de petróleo e gás, na visão da iniciativa privada, ganhou uma sessão plenária na Rio Óleo e Gás desta terça-feira (25), tendo como moderador Décio Odone, diretor geral da ANP, e como debatedores Sergio Rial, presidente do Banco Santander, Henrique Martins, da Brookfield, e Jorge Firmo, da Seadril e presidente do IBP.

Décio Odone sugeriu abordar o tema olhando quais são as oportunidades de investimento além do pré-sal, sugerindo os segmentos de campos maduros, produção de petróleo em terra, gás e o refino como os segmentos com potencial de atrair investimentos privados.

Sergio Rial abriu o debate, notando que a produção de petróleo e gás no Brasil é tem forte contorno ideológico, politizado, decorrente do momento na história em que a Petrobras foi criada. 

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Na abertura do evento Rio Óleo e Gás, dia 24 de setembro de 2018, os pronunciamentos denotaram a preocupação com a volta de políticas do passado que paralisaram o setor de produção de petróleo e gás.

O presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo Gás e Biocombustíveis), José Firmo, disse que é o evento da retomada dos investimentos, com uma nova fase de diálogo e num cenário mundial onde a questão é até quando a demanda prossegue em expansão diante do maior uso de fontes alternativas de energia na proposta de baixa emissão de carbono, à qual as grandes petroleiras aderiram. No Brasil a produção de petróleo e gás é competitiva sinalizando, até 2030, aumento na produção para 3,6 milhões bpd (barris de petróleo dia), geração de 800 mil empregos e uma arrecadação para o governo de R$1,4 trilhão em tributos, royalties e bônus de assinatura nos contratos de concessão e partilha.

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A indústria naval brasileira está na expectativa de novos contratos. Em agosto, na Marintec 2018, essa expectativa era parte da conversa em todos os estandes. A regularidade dos leilões da ANP é o fato novo que traz de volta contratos de construção de navios petroleiros, aliviadores, apoio marítimo e de plataformas FPSOs. A Rio Oil & Gas 2018, realizada a cada dois anos, ocorre nos próximos dias 26 a 27 de setembro. Entre os palestrantes estão confirmados executivos internacionais da TechnipFMC, Exxon Mobil, BP, Modec e a diretora da Petrobras, Solange Guedes.

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O detetive Sherlock Holmes, criado pelo escritor escocês Arthur Conan Doyle, resolve diversos casos a partir da aplicação da seguinte lógica: “Desconsidere o impossível e restarão as verdadeiras possibilidades”. A frase se aplica à situação atual do Brasil, repleta de decisões insustentáveis que levarão às “verdadeiras possibilidades”. São essas possibilidades que alimentam a visão positiva, a preferida por investidores e grandes empresas. Will Landers, diretor da BlackRock, em entrevista em Nova York, no início de julho de 2018, disse que a maior gestora de recursos do mundo “continua com visão positiva sobre o Brasil e recentemente reforçou suas posições em investimentos no país”, afinal o país tem grande potencial e em 2019 começa novo governo eleito. 

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Corre a bola para a encruzilhada do segundo semestre. Tem de tudo. Certezas e incertezas. No baú das incertezas está a política, as eleições, a crise do diesel, a tabela do transporte rodoviário e a recuperação econômica rebaixada para 2%. No pacote das certezas segue o bom desempenho dos leilões de campos de petróleo, o governo enfraquecido pela crise fiscal, o alerta para a redução da soberania do Estado em regiões urbanas pontuais e na Amazônia. Como oportunidade surge o foco na logística para importação de diesel, que é 44,5% do consumo de derivados, essencial para movimentar a maior parte da produção brasileira.

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Aumenta o foco sobre o Brasil com a previsão de 26 novas plataformas, 16 em planejamento, duas já em processo licitatório, e 10 em processo de avaliação, até 2025. A informação consta da apresentação da Modec, baseada no relatório sobre unidades flutuantes de produção da Energy Maritime Associates (EMA), do último trimestre de 2017.  O Brasil só perde para a África, com 26 unidades em analise e 8 em avaliação. No cenário mundial existem planos de contratar 135 e 48 unidades em avaliação.

O preço do petróleo; as parcerias da Petrobras com Total, Equinor (ex-Statoil), as chinesas CNPC e CNOOC, Exxon Mobile e BP; os leilões de concessão e partilha atraindo novas petroleiras formam o cenário estratégico do próximo Plano de Negócios da Petrobras. A demanda por plataformas cria necessidade de navios aliviadores. A Teekay estima que o Brasil vai necessitar 20 navios aliviadores até 2025.  O diretor de desenvolvimento da produção e tecnologia da Petrobras, Hugo Repsold, disse que a empresa vai mapear a situação dos estaleiros brasileiros e cogita voltar a contratar no país unidades próprias.

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O balanço de 2017 da Petrobras revela perdas e aumento de despesas líquidas que somam R$ 4,532 bilhões nos projetos de construção naval no Brasil. As obras se referem a navios petroleiros e cascos de FPSO, em contratos com Eisa-PetroUM, Estaleiro Atlântico Sul, Ecovix-Engevix Construções Oceânicas, Enseada Indústria Naval e Estaleiro Rio Tiete.

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