Estamos vivendo um momento único em nosso país, onde posições maniqueístas se consolidam, isolando grupos antagônicos em lados opostos sem espaço para diálogo e consenso. Coloca nesta mistura o tempero dos novos algoritmos das mídias sociais, onde você só enxerga quem pensa como você, e pronto, temos a receita perfeita para irmos a lugar nenhum.

Experimenta postar em um grupo de WhatsApp uma ideia política, econômica ou comportamental diferente do que a maioria naquele grupo acredita e veja o resultado, se você tiver estômago.  

As pessoas estão cansadas e nada como uma crise econômica para deixar todos com os nervos à flor da pele. Nos últimos anos, dos três pilares da nossa economia, superávit primário (esforço fiscal), câmbio livre e metas de inflação, dois ruíram estrondosamente. No meio de escândalos cinematográficos de corrupção em todos os poderes, os brasileiros ainda tiveram que assistir embasbacados ao governo propor o aumento de gastos como saída da crise.

Em reunião realizada no dia 22 de fevereiro, o governo decidiu por alterar as diretrizes da política de conteúdo local. Além de reduzir as exigências mínimas de conteúdo nacional na contratações de bens e serviços, a forma de apuração do conteúdo local das diferentes áreas de atividade do setor foi reformulada.

Nas próximas rodadas de licitações de blocos exploratório no país, as petroleiras não precisarão apresentar os investimentos nacionais de acordo com as regras antigas, que estabeleciam uma maior segmentação das atividades do setor. A partir da 14ª Rodada de Licitações, os compromissos de contratação de conteúdo nacional serão divididos em apenas 5 grupos e as exigências terão novos pisos indicados no quadro abaixo.

Fim

Luis de Mattos

Luis de Mattos é formado em engenharia naval pela UFRJ com mestrado pela Chalmers University of Technology. É o CEO do RBNA Consult e atual presidente da SOBENA.

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