| A cabotagem e os armadores estrangeiros |
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| Artigos - Tribuna | |||
| Escrito por José Carlos da Rocha Ramos | |||
| Seg, 24 de Maio de 2010 00:00 | |||
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Com o devido respeito ao autor do artigo A cabotagem brasileira, publicado no dia 19/05/2010, que sei ser uma pessoa ligada à industria do shipping, pareceu-me que o seu artigo não levou em conta fatos históricos, empecilhos da legislação tributária e trabalhista, e que somente poderiam ser conhecidos por pessoas que foram reais atores na história da navegação de cabotagem no Brasil, no que diz respeito ao transporte de carga geral em contêineres.
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Comentários (5)
![]() escrito por José Gerardo de Mesquita, janeiro 31, 2011
O negócio cabotagem abrange um aspecto mais amplo do que somente esta visão modal aquaviária. Estão esquecendo do lobby rodoviário que ainda é fortíssimo, participando na matriz de transporte do País com cerca de quase 60% das cargas movimentadas. A transferencia de cargas da rodovia está sendo distribuida entre o setor aquaviário(marítimo), o setor de navegação interior e o ferroviário. A cabotagem necessita, sim, de grandes investimentos governamentais para conseguir abocanhar fatia considerável do modal rodoviário. Isto passa por uma política de governo do Ministério dos Transportes. Pode ser que o PNLT ajude neste sentido.
escrito por André de Seixas, novembro 09, 2010
Deu uma aula. Parabéns ! colocou o Samir Keedi no bolso. A teoria e importante, mas a pratica, a vivência e fundamental
escrito por Alexandre ferrari, maio 25, 2010
Caro José Carlos: Seus comentários sintetizaram em verdadeira cronologia e descrição a luta da retomada da cabotagem brasileira. Difícil querer opinar, como o autor do artigo origem, trazendo tão somente uma visão oportunista e míope do problema da cabotagem, o de um pseudo abrir espaço em navios estrangeiros fim reduzir fretes, quando as reais dificuldades, marcadas pelo entrave da carga tributária, na falta de apoio efetivo/objetivo governamental, pelas peculiaridades da produção e cadeia logística brasileira, aliados ao “status quo” do transporte resistente e lobista do modal rodoviário, travam e tornam sem maior relevância a premente valorização dos navios cabotinos de bandeira brasileira, impossibilitando uma redução de sua matriz de custos e negando eficiência e atratibilidade a este fantástico modal.
Estive frente à frente quando operador pela Sobrare-Servemar ( Grupo Wilsons Sons ) com um quadro duro de desafios e convencimento ao mercado de que navegar em cabotagem era possível, ágil e com um custo competitivo para as longas distâncias continentais do nosso país. Conseguimos, apesar do descrédito reinante, estabelecer em base firme esta nova página. Finalizando, parafraseando o nosso eterno Stanislaw Ponte Preta _Sérgio Porto em seu famoso e surreal FEBEAPÄ ( FEstival de Besteiras que assolam o PAís ), lembro com verdadeiro horror, ter presenciado um navio de cabotagem atracado ao maior porto do país – Santos, passar após sua atracação mais de 12 horas sem operar, pois o Fiel do Armazém não reconhecia o Porto Cabotagem... sic; e só liberaria a operação após os BL’s ( ? ) serem chancelados pela Receita federal... Nota fiscal, hein (dizia o Douto funcionário mandatário), está pensando que sou ignorante? Não libero nada, nem o Presidente ligando... O navio operou, pois o presidente ligou mesmo! Vida que seguiu e a cabotagem resiste, ainda... Ao José Carlos meu apoio e consideração pela aula. escrito por Paulo de Tarso Carneiro, maio 24, 2010
Excelente texto esclarecedor dos reais motivos do atraso da cabotagem. É preciso que, em fase de crescimento da economia brasileira, investidores, operadores de logística, produtores e demais interessados, assumam a bandeira e façam pressão sobre os governos estaduais e federal, para redução da tributação, implementação do imposto único para a intermodalidade para obter o avanço tão necessário do serviço de cabotagem brasileira.
escrito por CESAR PRATA, maio 24, 2010
AO José Carlos da Rocha Ramos,PARABÉNS PELA NITIDEZ DO ARTIGO , QUE ALERTA PARA A CLARA AUSENCIA DE UM ESTADO REGULADOR QUE ESTIMULE A ATIVIDADE ,ESSENCIAL PARA A SOBERANIA DO PAIS.
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