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CNI quer medidas rápidas do governo para tirar a indústria da estagnação

Brasília – O tímido crescimento de 1,6% da indústria, no ano passado, e a perspectiva de estabilidade este ano, levaram o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, a fazer um apelo ontem (12) ao governo. Ele pediu rapidez em iniciativas de apoio à indústria, como diminuição dos prazos para licenciamento ambiental, aumento dos investimentos públicos em infraestrutura e menos burocracia.

Segundo ele, agilidade é fundamental para tirar a indústria da estagnação. Em especial a indústria de transformação, que cresceu apenas 0,1% em 2011, comparado ao ano anterior, e no último trimestre do ano passado registrou recuo de 2,5% em relação ao trimestre anterior, de acordo com números do Instituto Brasileiro de Geografa e Estatística (IBGE). O setor está estagnado e começa 2012 com carregamento negativo de 3,3% nas contas da CNI.

Robson Andrade disse em entrevista à Rádio Jovem Pan, divulgada pela assessoria da CNI, que algumas medidas podem ser adotadas pelo Executivo, sem a necessidade de aprovação do Legislativo. Para ele, agilizar questões de ordem ambiental e burocrática depende de vontade política.

Exemplo disso, acrescentou, foram as ações governamentais para atenuar a valorização cambial, como a ampliação do prazo de cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na liquidação das operações cambiais, e proteger a indústria nacional de concorrências desleais, como o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos carros importados de quem não opera fábrica no Brasil.

No entender de Andrade, essas medidas estão no caminho certo, uma vez que o Brasil enfrenta problemas estruturais que vão demorar mais tempo para serem corrigidos, como as questões tributárias e a deficiência de infraestrutura. Segundo ele, o Brasil não pode abrir mão de uma indústria responsável pelo desenvolvimento de novas tecnologias, aumento da competitividade de outros setores e de melhoria na qualidade do emprego.

Fonte: Agência Brasil/Stênio Ribeiro

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