Graneleiro avariado no MA será reparado na Turquia Imprimir E-mail
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Seg, 09 de Janeiro de 2012 06:50

Uma comissão de deputados estaduais maranhenses visitaram o supergraneleiro avariado, Vale Beijing, que está fundeado na costa do Maranhão desde o inicio de dezembro, quando foram detectadas rachaduras em um de seus tanques de lastro enquanto era carregado com minério de ferro no Terminal Portuário de Ponta da Madeira (TPPM), que é operado pela mineradora Vale .

Durante a visita, os técnicos da empresa  holandesa de salvatagem marítima, Smit, informaram que há duas rachaduras medindo 60 centímetros por 10 centímetros, monitoradas em tempo real por equipamentos instalados ao longo do navio, e que os reparos na embarcação podem levar de três meses a uma ano para ficar prontos. Os técnicos do armador sul-coreano que é dono do navio, a STX Pan Ocean, também disseram que a intenção é fazer reparos de emergência no Vale Beijing, para que seja possível leva-lo para a Turquia, onde ele passaria por reparos definitivos.

O grupo de deputados estaduais sobrevoou, de helicóptero, a região onde o navio está em companhia do capitão dos Portos do Maranhão, Nelson Calmon Bahia, e de um representante do armador sul-coreano dono do navio. Depois do sobrevoo, a aeronave pousou na embarcação e o grupo pôde acompanhar parte de operação de retirada de parte das 5 mil toneladas de óleo diesel e óleo bunker que estavam nos tanques de combustível do supergraneleiro.

Segundo Bahia, cerca de 1,5 mil toneladas já foram bombeadas para o navio tanque Sea Emperor, que presta serviço para Petrobrás, abastecendo outros navios de derivados de petróleo sem a necessidade de atracar em um dos três portos que compõem o Complexo Portuário de São Luís.

O capitão dos portos disse ainda que a embarcação correu sério risco de naufragar nos três dias em que permaneceu atracado ao cais do Terminal Portuário de Ponta da Madeira. "Devido às características da costa maranhense e pelas marés de sizígia (de Lua), por incrível que pareça, é mais seguro realizar estas operações onde hoje ele está fundeado do que no Porto, onde a embarcação poderia naufragar, Aí, sim, poderia ocorrer um desastre ecológico", comentou.

Fonte: Agência Estado

Comentários (3)Add Comment
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Técnico de Projeto
escrito por DR, janeiro 10, 2012
Ainda não entendi onde estão localizadas as "rachaduras" com a dimensão de 600 x 100, que permitiram o embarque de àgua no tanque nº 7 a BB e EB. Pelo trim do navio,creio que o efeito do "bending moment" e o "sheer stress" deveriam estar visiveis ao nível do "deck". A menos que algum "defeito estrutural" localizado n fundo possa ter causado a avaria. Em velocidade reduzida e atravessar o Atlântico com destino à Turquia irá colocar o navio em risco. Poderá partir em pleno oceano. Alguns cálculos para avaliação da resistência longitudinal, deverão ser realizados
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Engenheiro Naval
escrito por Geert J. Prange, janeiro 09, 2012
Em primeiro lugar, não entendi a necessidade de deputados do Maranhão fazerem inspeções no navio.
Em segundo lugar, na minha experiência de 45 anos de engenharia naval, dos quais 33 como Perito de Sociedades Classificadoras e de P&I Clubs, já vi muitos reparos difíceis serem feitos com o navio flutuando. O bom senso manda fazer reparos fortes "in loco" no casco, após o que ele deve ir diretamente para um dique seco. Se a Turquia não tem dique do porte necessário, então alguém não sabe o que faz. Talvez o Sarney tenha uma explicação.
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Graneleiro-avariado-no-Ma-será-reparado-na-Turquia
escrito por J.M.P.Gonçalves, janeiro 09, 2012
Já vi esta situação à uns bons anos atraz, cuidado com a reparação de emergência a ser feita em terras Brasileiras, porque um navio desta tonelagem atravessar o Atlântico e entrar no Mediteraneo para chegar a um porto-estaleiro Turco, irá dar muito trabalho ao Capitão.
A reparação do casco (costado) num Estaleiro Turco, será efectuado ao cais e por um preço de mercado muito, muito barato,(os Turcos nunca foram, grandes reparadores navais).
Pergunta-se? porque razão o Armador não vai reparar ao cais; no Brasil (RJ), na Venezuela, Panamá e Curaçau Holandês, etc. ?
Na Turquia, não existe Estaleiro de Reparações Navais para um navio com as caracteristicas deste mineraleiro, com uma boca da ordem do 60mts.
Só em Portugal - Lisnave , Irlanda do Norte- Belfast, Holanda - Verolme, França La Ciotá Marsellha, Est. de N.Construções.
As minhas reservas para este tipo de reparação, que numa fase após as reparações preliminares, esta unidade terá que entrar em doca seca para uma vistoria detalhada e as reparações devidas sesão efectuadas na sua estructura interna, (anteparas e carlingas longitudinais.
Conheço muito pouco desta unidade, mas pela minha experiência em reparação naval, temos reparos finais para alguns meses.
Saudações Navais

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