Retirada de combustível falha e navio da Vale é levado para alto mar Imprimir E-mail
Noticiário cotidiano - Navegação
Qua, 04 de Janeiro de 2012 07:23

Um mês após apresentar rachaduras no casco, embarcação permanece sem estabilidade e precisa do auxílio de rebocadores para reduzir risco de naufrágio

Com a popa mais afundada que a proa, esforços agora estão concentrados em movimentar 25 mil toneladas de minério de ferro nos porões do navio para ampliar a estabilidade

Após duas tentativas frustradas de retirar parte das sete mil toneladas de combustível de seus tanques nas últimas duas semanas, o navio Vale Beijing, que ameaça naufragar na costa maranhense, foi rebocado para o alto mar, a 64 quilômetros do porto de São Luís. Um mês após apresentar rachaduras no casco, o navio encomendado pela mineradora Vale a um estaleiro sul coreano ainda está longe de ter seu destino definido. Até agora não foi encontrada nenhuma solução para reparar as avarias surgidas na viagem inaugural da embarcação, uma das maiores do mundo. Para se manter estável, o Vale Beijing precisa do auxilio diário de três rebocadores.

Por conta das rachaduras no casco, que permitiram a entrada de água nos tanques de lastro, a popa do navio – a parte de trás da embarcação – está mais afundada do que a proa, o que na teoria poderia causar o rompimento do Vale Beijing ao meio. Por conta disso, ontem a companhia holandesa Smit, contratada para salvar o navio, estava programada para iniciar a transferência de cerca de 25 mil toneladas de minério de ferros do porão traseiro para porões mais próximos à proa do navio, afim de reduzir o risco de um acidente e dar mais estabilidade á embarcação.

Até agora, no entanto, não há nenhuma previsão de quando ou mesmo se será possível reparar o gigantesco navio de mais de 360 metros de comprimento e capaz de carregar quase 400 mil toneladas de minério de ferro, o suficiente para produzir aço para construir três pontes como a Golden Gate, em São Francisco, nos Estados Unidos. Nem a STX Pan Ocean, a dona do navio, ou a Vale, que encomendou a embarcação ao estaleiro sul coreano STX e o arrendou por 25 anos, apresentaram qualquer plano de reparo do Vale Beijing.

As duas empresas também têm se negado a prestar informações publicamente. A Vale, que encomendou 35 navios como o Vale Beijing a estaleiros chineses e sul coreanos recusa-se a tratar do assunto e afirma que toda a responsabilidade pelo ocorrido é da STX Pan Ocean. A empresa coreana, por sua vez, afirma que as informações só serão repassadas à Capitania dos Portos de São Luís.

Já a Capitania informa que ainda não recebeu um plano para reparar a embarcação ou mesmo retirar o combustível que está no navi-  o que, em caso de acidente, poderia provocar sérios danos ambientais ao ecossistema marinho da região.

Para comandante da Capitania dos Portos de São Luís, o capitão de Mar e Guerra Nelson Calmon Bahia, a única maneira de retirar o combustível é com o auxílio de um petroleiro. "Com a experiência que tenho de Marinha, consigo enxergar apenas essa possibilidade no momento”, disse ele em entrevista ao jornal Estado do Maranhão, referindo-se às dificuldades da operação por conta da situação do Vale Beijing.

De acordo com o superintendente do Ibama no Maranhão, Pedro Leão, tanto a Smit quanto a STX Pan Ocean estão tentando conseguir um navio petroleiro com a Petrobras para que a remoção do combustível seja realizada. “Nossa avaliação é de que não há risco imediato, mas queremos retirar o combustível para evitar danos ambientais se a situação evoluir de um incidente para um acidente”.

Fonte:iG São Paulo

Comentários (6)Add Comment
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Inocencia ou falta de informacao.
escrito por Herbert comenta, janeiro 10, 2012
Vejo muitos comentarios sobre a construcao de supernavios em estaleiros nacionais, pois bem gostaria que pesquisassem e me digam um estaleiro nacional capaz de construir um pelo menos um desses navios. Os unicos estaleiros que tem estrutura para construir sao somente dois o Atlantico sul e o Rio Grande dos quais mao conseguem nem terminar um PANAMAX e pelas informacoes que tenho estao piores do que o supernavio em questao. Meu email: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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Ato de Louvor
escrito por Epaminondas Matuzaleno de La Silvia, janeiro 06, 2012
Aproveito aqui para louvar as considerações feitas pelo Dr (PhD MsC Sei La Oq)Alves Santiago.
De fato se genios estudiosos do assunto como o Dr Alves Santiago e demais cientistas da área de engenharia naval do Brasil participassem desses projetos como ele propõe dificilmente fatos como esse estariam ocorrendo!
Nunca é demais lembrar que "até dos sarcófagos do antigo Egito retiram-se lições das múmias que estavam lá"Parabens Dr.Alves Santiago pelos seus sábios conselhos
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Solução viavel
escrito por Breno Caffaro, janeiro 06, 2012
Prezados,

Quando houve a queda de dois DN's da própria Vale em Vitoria, uma empresa foi contratada para realizar transbordo do material dos navios para navios menores, e estas eram encaminhadas ao porto para descarda. O alivio salvou as usinas que estavam prestes a fechar por falta de material.
Pergunto, porque esta empresa, NN se não me engano, ou qualquer outra no ramo de navegação, com capacidade tecnica de transbordo de carga por via maritimo, não é contratada para esvaziar esta embarcação, para que finalmente façam o reparo, ou no local, ou em estaleiro?
Tipo, se preocupar com soluções viaveis, é ter dor de cabeça. O alivio da embarcação resolveria o problema... E, colocar uma barreira de contenção em volta da mesma reduziria o risco de vazamento. Nesta embarcação da empresa previamente citada, eles tem todo o material de meio ambiente necessario... E, se houvesse vazamento, um esquimer faria a separação do oleo da agua na propria embarcação menor...

Se quiserem a solução, me falem! Trabalho no ramo e posso ajudar (021)8435-5154) Breno.

Abrs,
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Avaria em navio de grande porte
escrito por João Alexandre da Sila Neto, janeiro 04, 2012
Acompanho,como muitos brasileiros,o desenrolar dos
acontecimentos que vem ganhando espaço na midia em
decorrência da avaria que esse navio sofreu,em momento tão histórico,que foi a sua primeira carga,que sequer saiu do porto de origem.
Pessoas inteligentes participaram,de alguma forma,
desse arrojado projeto.Lamento o ocorrido,e concito a todos os criticos de plantão,que aproveitemos tão significante ocorrido,para tirarmos grandes lições,ao invés de alardear criticas que não levam crédito e nem contribuição,
sobretudo aqueles que,de alguma forma,tenha parcela de contribuição.Havia um plano de carga?
Foi efetivamente cumprido?Durante o carregamento,havia pessoal suficiente e atento ao
cumprimento das normas de segurança?
Assim,antes do julgamento do IA,urge o bom senso que,mesmo os experientes,não façam criticas a esmo.
Que não seja um TITANIC de carga...
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O que não é bom sai caro
escrito por J.M.P.Gonçalves, janeiro 04, 2012
Faço meu o comentário do meu antecessor.

Aqui, neste mesmo painel de comentários, já anteriormente tinha comentado a situação da unidade em referência, e, notei pelo que tinha lido até essa altura, que algo de grave tinha acontecido.
O alquebramento e o contraalquebtamento, devem ter devergido dos parametros premitidos.RACHOU.
As rachaduras no casco podem ser motivadas, por mal estivamento da carga, ou então os coreanos "Usaram aço banana comprado à china, ou talvez tenham " ruído as unhas demais" ?
Será que o Bending Moment e a Shear Force foram respeitados?.

Á que termos esperança nos Técnicos para que tehamos esperança na sua resolução final e
para que os milhares de peixinhos do Atlântico não morram ferrosos.
Voltarei logo que seja conveniente a este assunto.
Saudações Navais
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O BARATO SAI CARO !
escrito por Alexandre Alves Santiago, janeiro 04, 2012
Espero que as próximas aquisições de navios feitas pela Vale sejam com Estaleiros Nacionais.

Espero ainda que a Engenharia Naval da Vale faça uma REVISÃO CONTRATUAL das demais unidades contratadas, contratando Escritórios de Projeto Brasileiros para supervisionar o projeto e fiscalizar a construção.

O barato costuma sair muito caro.

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