Crescimento do mercado naval leva à escassez de engenheiros em Manaus Imprimir E-mail
Noticiário cotidiano - Indústria naval e Offshore
Seg, 06 de Fevereiro de 2012 07:21

Com poucos profissionais atuando na área, rendimentos mensais de quem trabalha nos estaleiros da capital do Amazonas podem chegar à casa dos R$ 60 mil.

Com a demanda crescente do Polo Naval e a oferta escassa de profissionais da área, um engenheiro naval pode ganhar até R$ 60 mil ao mês. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Naval de Manaus (Sindinaval), atualmente, apenas seis profissionais atuam no Amazonas.

Segundo o gerente regional da empresa classificadora de Registro Brasileiro de Navios e Aeronaves (RBMA), Renato Wall, um engenheiro autônomo pode alcançar ganhos até maiores que um profissional contratado. “Um engenheiro da Petrobras, que trabalha em escala de 15 dias em campo por 15 dias em casa, ganha em torno de R$ 20 mil. Um engenheiro aqui em Manaus cobra cerca de R$ 8 mil por projeto, sendo que cada projeto leva uns dez dias para ficar pronto. Estes profissionais conseguem pegar uns três projetos por mês. Mas é preciso observar ainda que certos projetos podem custar até R$ 30 mil cada”.

Para o engenheiro Claudio Braga, apesar de possuir um forte potencial, o Amazonas ainda tem dificuldade para atrair profissionais da área, pois as empresas da região não têm o costume de estabelecer vínculos empregatícios. “Trabalho tem muito, mas para profissionais liberais. Segundo o Ministério do Trabalho, existem 66 estaleiros no Amazonas, mas pelo o que eu saiba, apenas uma empresa mantém engenheiros em seu quadro de funcionários”, disse Braga.

Segundo o profissional, isso faz com que muitos engenheiros especializados no mercado naval optem por Estados como o Rio de Janeiro, onde existe grande oferta de empregos oferecidos pela indústria do petróleo, e Belém, onde o emprego está ligado à carreira militar.

De acordo com o presidente do Sindinaval, Mateus Araújo, isso acontece, pois não é vantajoso para as empresas manter um profissional de engenharia em tempo integral, já que o volume de trabalho é esporádico.

Engenheiro X tecnólogo
A dificuldade na contratação formal de  profissionais de engenharia não ocorre para tecnólogos em construção naval, profissão com sobra de vagas nos estaleiros.

Na prática, a maior diferença entre os dois profissionais são as atribuições legais junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea). Embora ambos tenham capacitação para elaborar projetos, apenas o engenheiro pode assumir a responsabilidade pela assinatura e construção do mesmo.

“Creio que nossa necessidade maior é de profissionais da área técnica, para atuarem na montagem de estrutura. Também precisamos do profissional de nível Superior, mas a proporção de necessidade é de cem técnicos para cada engenheiro”, observa Renato Wall.

A outra vantagem do curso de tecnologia é que, enquanto os cursos de engenharia estão disponíveis apenas no Rio de Janeiro, Belém, São Paulo e Porto Alegre, o curso Técnico de Construção Naval já está disponível no Estado, promovido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) de Novo Airão (a 115 quilômetros a noroeste de Manaus).

“O curso foi aberto em 2009 justamente para atender à demanda crescente deste mercado. Este ano formaremos a primeira turma”, conta o coordenador pedagógico do curso, Alex Monteiro dos Santos.

De acordo com Santos, a Faculdade de Tecnologia tem duração de três anos, enquanto que a de engenharia leva cinco anos. “E temos muitos colegas que se formaram como tecnólogos e depois se graduaram em engenharia com apenas mais três anos de estudo, já que muitas matérias são compatíveis. Para o tecnólogo existe, ainda, a possibilidade de fazer um curso da Marinha do Brasil, que o habilitará para atuar embarcado, como oficial de náutica ou de máquinas”.

Segundo o coordenador, o ganho inicial de um tecnólogo no Amazonas vai de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil, mas com dois anos de experiência estes ganhos sobem para R$ 3,5 mil em média. Já um tecnólogo habilitado pela Marinha ganha, em média, R$ 6,5 mil ao mês.

Segundo informações do Sindinaval, no ano passado, o Polo Naval de Manaus registrou crescimento de 12%.

Fonte: D24am.com

Comentários (2)Add Comment
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Salário do Tecnólogo
escrito por Fabio Augusto Peruchi, fevereiro 07, 2012
Gostaria apenas de ressaltar uma das questões levantadas quanto ao salário base do Tecnólogo, descritos erroneamente. Estes profissionais são registrados e respaldados, assim como os engenheiros, no sistema CREA/CONFEA, onde conforme resolução n° 397, que segue em anexo, é determinado que o piso do Tecnólogo são 7,5 salários mínimos para uma carga horária de 8 horas diárias.

Hoje com o novo salário mínimo Nacional R$ 622,00 * 7,5 (Piso CREA/CONFEA) o salário mínimo deste profissional é de = R$ 4.665,00.

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Crescimento do mercado naval leva à escassez de engenheiros em Manaus
escrito por JMP Gonçalves, fevereiro 06, 2012
Só um cego é que não vê, mas ouve.

Todo o mundo Naval, sabe, que a actividade de Construção Naval em toda a Costa Atlântica e não só ( In Land); pequenos Estaleiros, também têm aparecido para dar suporte a uma panóplia de novos investimentos, neste motor de desenvolvimento de toda a actividade Industrial Brasileira em curso e ainda aquela por arrastamento irá desenvolver, vejamos e tomem como possivelmente necessários, cerca de 200 a 400 Eng.ros e/ou Técnicos de Construção Naval para todos os novos Estaleiros e os que se estão reabilitando; Manaus; Belém; Fortaleza; Recife; Sergipe; Baía; Espírito Santo; Rio de Janeiro (3), S. Paulo; S. Catarina e R.G. do Sul (2)e não só, haverá mais em breve.
Além destes Estaleiros, a Industria de C. Naval requer um grande suporte industrial de retaguarda, no campo das áreas de: Projecto, Limpezas e Pinturas; Mecânica Pesada e Ligeira; Metalomecânica Ligeira; Máquinas; Motores e todos os componentes Eléctricos e Electrónicos, e outras tecnologias de ponta, na área da prospecção de petróleo, bem como na parte marítima de pequenas embarcações de apoio aos Estaleiros e às novas unidades em construção.

SERÁ QUE JÀ FOI QUESTIONADO O SEGUINTE PROBLEMA???

Daqui a quatro / oito anos, após a operacionalidade de todos estes componentes flutuantes, vão ser necessários fazerem as inspecções de Classificação, suas reparações de manutenção, etc, pergunta-se, onde vão reparar,(quais os locais), por quem, com quem, será que não estão previstos novos investimentos, agora na área da reparação Naval?
Bem! Aqui ficam umas dicas a quem se interessar, para que possam ser escalpelizadas , eu poderei dar sempre uma ajuda de mais de 40 anos trabalhando em Estaleiros de Construção e Reparação Naval.
Saudações Navais
J.M.P. Gonçalves
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